{"id":490,"date":"2012-03-12T04:55:12","date_gmt":"2012-03-12T04:55:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontraitu.com.br\/noticias\/?p=490"},"modified":"2013-08-14T15:50:53","modified_gmt":"2013-08-14T15:50:53","slug":"em-itu-sem-teto-deixa-a-rua-para-se-tornar-empresario-de-sucesso-%e2%80%8e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontraitu.com.br\/noticias\/em-itu-sem-teto-deixa-a-rua-para-se-tornar-empresario-de-sucesso-%e2%80%8e\/","title":{"rendered":"Em Itu sem-teto deixa a rua para se tornar empres\u00e1rio de sucesso \u200e"},"content":{"rendered":"<p>Depois da tempestade, vem a bonan\u00e7a. \u00c9 com este ditado popular que Marcelo Ostia, 31 anos, define sua trajet\u00f3ria. Nascido e criado em guia Itu, interior de S\u00e3o Paulo, hoje ele vive o cap\u00edtulo de sua vida intitulado felicidade: ap\u00f3s perder tudo a ponto de se tornar morador de rua, Marcelo agora \u00e9 empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cQuando nasci, levei um corte na cabe\u00e7a durante a cesariana. A cicatriz est\u00e1 aqui para provar que minha vida j\u00e1 seria diferente\u201d, conta o empres\u00e1rio que, aos 19 anos pegou sua primeira rescis\u00e3o contratual e investiu num computador, scanner e impressora. \u201cAssim montei o servi\u00e7o de c\u00f3pia 24 horas, onde tudo come\u00e7ou e os vizinhos apareciam de madrugada para aproveitar\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca, ele conheceu um cliente que vendia camisetas, mas n\u00e3o sabia personaliz\u00e1-las. Marcelo ent\u00e3o ofereceu seus servi\u00e7os. \u201cN\u00e3o fazia ideia de como personalizar, mas, como este cliente comprou minha ideia, tive que aprender a fazer isso sozinho, de uma hora para outra\u201d, diz. Eles come\u00e7aram a trabalhar produzindo camisetas para formandos, comprando a mat\u00e9ria-prima na capital paulista.<br \/>\n<strong><br \/>\nDificuldades<\/strong><br \/>\nFoi neste momento que a vida de Marcelo se transformou completamente. \u201cO fornecedor sempre recebia o pagamento adiantado e, num belo dia, desapareceu com nosso dinheiro\u201d, conta. Ele deixou a fam\u00edlia e a namorada para tr\u00e1s e seguiu com um amigo para S\u00e3o Paulo, na tentativa de encontrar o fornecedor.<\/p>\n<p>A dupla chegou na capital com apenas R$ 50 no bolso. O homem que lhe aplicou o golpe nunca foi encontrado, por\u00e9m, Marcelo conheceu um empres\u00e1rio do ramo de camisetas, que estava buscando algu\u00e9m para personalizar as pe\u00e7as. \u201cAproveitei a oportunidade, mas s\u00f3 tinha aquele dinheiro para sobreviver e para comprar as tintas\u201d, conta. Naquela noite, em 2004, ele foi num hotel barato para tomar banho e comer alguma coisa. Sobraram apenas R$ 18.<\/p>\n<p>\u201cEu sabia que em 30 dias teria um pagamento, mas n\u00e3o imaginava como sobreviveria at\u00e9 l\u00e1\u201d, recorda. Marcelo alugou uma garagem num estacionamento a c\u00e9u aberto para fugir da viol\u00eancia das ruas. \u201cEles aceitaram receber depois, ent\u00e3o ali eu dormia e deixava minhas coisas\u201d, diz. Durante quase quatro meses ele sobreviveu tomando banho na rua, usando roupas velhas e rasgadas, comendo o encontrasse.<\/p>\n<p><strong>Perseveran\u00e7a<\/strong><br \/>\nE a vida do empres\u00e1rio mudou mais uma vez. Enquanto caminhava por S\u00e3o Paulo, um caminh\u00e3o com um grupo de volunt\u00e1rios distribu\u00eda roupas e alimentos aos moradores de rua. \u201cO rapaz do caminh\u00e3o me chamou, entregou uma camiseta e eu aceitei. Foi a\u00ed que percebi como eu estava sujo e barbudo\u201d, relata.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca ele conheceu uma fam\u00edlia mu\u00e7ulmana que o tirou das ruas. \u201cFui criado num regime racista e acabei morando com uma mu\u00e7ulmana negra, foi ela que me estendeu a m\u00e3o quando mais precisei\u201d, diz. Dela, ele se lembra apenas dos olhos, pois a mulher utilizava burca, como a religi\u00e3o dela determinava.<\/p>\n<p><strong>Dias melhores<\/strong><br \/>\nMarcelo come\u00e7ou a ter condi\u00e7\u00f5es de visitar a fam\u00edlia em Itu e voltar para S\u00e3o Paulo. Foi ent\u00e3o que sua namorada ficou gr\u00e1vida e ele resolveu largar tudo e voltar para o interior Paulista. Novamente em Itu, ele passou dificuldades, mas conseguiu utilizar sua experi\u00eancia para montar um site para vender camisetas. \u201cFoi tudo bem simples e passei o dia 31 de dezembro de 2005 cadastrando todas as pe\u00e7as\u201d, comenta.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, Marcelo casou-se com Andreia de Aquino, 27 anos, e tem duas filhas: Nathaly, de seis anos, e Alana, de tr\u00eas. \u201cMinha mulher nunca deixou de acreditar em mim, jamais pensou em me abandonar. Ela \u00e9 tudo para mim\u201d, diz o empres\u00e1rio, que hoje possui um site pr\u00f3prio e 350 microfranquias espalhadas &#8211; incluindo duas no exterior -, que revendem as Camisetas Da Hora.<\/p>\n<p>Em Itu, a sede da empresa gera emprego para 20 pessoas, n\u00famero que cresce constantemente. \u201cTudo tem o seu momento, eu cheguei ao fundo do po\u00e7o para aprender o que \u00e9 viver, o que \u00e9 ser humano e, acima de tudo, o que \u00e9 ser humilde. Nasci novamente e agora dou valor a tudo na vida. N\u00e3o me arrependo de nada, pois tudo tem o seu momento. \u00c9 gratificante olhar por tudo o que passei e ver que sou exemplo para outras pessoas e para eu mesmo\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em>Fonte: Jornal Pequeno<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da tempestade, vem a bonan\u00e7a. \u00c9 com este ditado popular que Marcelo Ostia, 31 anos, define sua trajet\u00f3ria. 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